quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Adeus

E o silêncio calou nossas bocas, nossos sentimentos e o nosso futuro.
O futuro agora era meu e seu e não nosso.
E as regras a que impomos a nossa saudade
serviram única e somente como data de validade.
Até que chegou o dia e fim.
Sem ressentimentos,  o silêncio calou até as brigas.
Melhor assim, ficando no coração e saindo da vida.
Não fica aquele gosto amargo do se...
Por muitos ses já sofri de verdade.
A ilusão de atitudes outras, fictícias
apenas deixaram mais triste a realidade.
Fica um foi bom.
Isso quer dizer que não houve amor? Não sei.
Amor para mim era algo tão arrebatador.
Quem sabe não vi uma nova faceta dele agora.
Como sempre, vendo atrasada...
Deixa, vou assim me atrasando nas impressões
aprendendo sempre um pouco mais.
Um dia eu terei as lentes corretas para enxergar,
Para entender o que está na minha frente
Quem sabe a partir desse dia seja então um para sempre.

sábado, 8 de junho de 2013

Sentença

O motivo a gente até sabe
 De verdades escondidas
E mentiras escancaradas
Levamos a vida de forma medíocre
Nos contentando com pouco
Sonhando com quando era tudo, pleno
E o que era amor,  não passando de lembrança
Nos acomodando com ressentimentos
Nos incomodando com o dia-a-dia
Vivendo assim mais-ou-menos
Sem nenhuma rebeldia
Perdendo, assim na covardia
O Sentimento mais forte
 A vontade mais insana
 Desejo mais ardente
O toque mais precioso
Deixando tudo mercê do acaso...
 Que depois do arrependimento
Do tempo perdido e dos ressentimentos
Percebamos que às vezes só mesmo o tempo
É capaz de fazer um, caminhos diferentes
Que sobre então só o amor
E que seja ele a única e última sentença.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Tudo nos levou a esse momento

Tudo nos levou a esse momento.
Os seus olhos nos meus
O coração disparado
O medo e a vontade
À distância de nossas incertezas
Tentando calcular, tentando entender
Não conseguindo
Desejando.
Tudo nos levou a esse momento.
Em que nossos lábios se precipitariam um para o outro
E a respiração ofegante como se há muito não respirássemos
Como se o meu ar viesse dos seus pulmões
E você fosse parte de mim que volta a me completar
Tudo nos levou a esse momento.
Em que o pensamento foi substituído por nada
Talvez fogos de artifício
E meu querer que antes queimava
Incendiou de vez em mim
E eu chama ardendo em felicidade
E você infinito com meus olhos cerrados
Tudo nos levou a esse momento
Alívio.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Escolhas e Consequências



                Vai ver é assim, a gente escolhe um caminho e paga o preço por ele. A vida no seu universo de possibilidades propõe tanto que às vezes enxergo a minha tolice em viver de sonhos, sendo a realidade tão ou mais bela que qualquer devaneio. Contudo ela há de ser dura também, nos sonhos não sofremos e as dificuldades são inexistentes. Dói, a vida dói. O preço que se paga por determinadas decisões pode ser muito caro, mas não há como fugir dele, fugir é apenas uma forma de tentar esquecer a dor, sem sucesso. Ainda bem que essa é só uma pequena parte do universo de possibilidades, há a beleza do novo, do inesperado e até dos erros e infortúnios tiramos boas lições, a experiência, uma valiosa companheira. Hoje é um desses dias em que as amarras do comodismo e do medo se soltam e eu consigo enxergar ao menos um palmo à minha frente, que da vida não se sabe nada a não ser que o nosso livre arbítrio ainda é um meio de direcionar as nossas forças e que também faz parte do processo de nos tornarmos no futuro aquilo que queremos ser. Nesses dias, eu crio forças para lutar e observo que as vitórias estão intimamente ligadas ao trabalho e ao empenho. É hora de fazer escolhas e de arcar com as consequências, tem que ter coragem, muitas vezes sair do ponto onde se está confortável não é fácil, mas se eu vislumbro minha felicidade no fim do túnel, então tomo fôlego e é por esse caminho que vou.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Tragando seus dias


À caminho de casa ele joga o resto de cigarro fora. Prepara-se para acender outro. Não é o bastante. São tantos problemas, a vida é tão complicada. Enche os pulmões da fumaça nociva, a mente cheia de preocupações, prazos a cumprir, contas a pagar. Uma nova tragada, os problemas não desapareceram, mas já não aperta mais ansioso a direção como antes. O vidro está baixo, joga a fumaça fora, expele um pouco de seus dias, a custo da tentativa de calar seus dilemas. Não é o suficiente, nunca é o bastante. É o fim do primeiro maço, só a metade do dia. Ainda tem que chegar em casa, ver a esposa, os filhos, às vezes queria não tê-los, mas sabe que são a única coisa de valor que tem realmente. O estoque acabou, deve comprar mais, depois do almoço? Não, agora. Vai tomar o cafezinho e voltar ao trabalho já com um novo cigarro na mão. Esvair sua existência em fumaça. A esposa reclama do cheiro, ele tosse. Almoça, o tempo é contado e os cigarros aceleram o relógio da vida. Beija a esposa, dá adeus aos filhos. Pega o maço, pega carteira. Volta, se esqueceu das chaves do carro. Acende mais um, dessa vez esse não consome os dias comuns, esse maço de agora consome o dia em que conheceria seus netos, os de antes já não o deixarão vê-los crescer. Alimenta o monstro. O vício acalma os pensamentos e atiça o seu algoz antes silencioso e que agora se comunica através de tosses e pigarros.
                O tempo passa. Mais um cigarro, menos alguns dias na conta da sua vida. Pensa em parar, em tomar só o café, mas não é  o suficiente, nunca é o bastante.  Acaba o dia, traga as expectativas de um futuro já com idade avançada, descansando em casa. Traga o beijo da esposa e a formatura dos filhos. Pensa em parar, hoje não. Tosse. Já é noite, joga o resto de cigarro fora, abre o maço, acabou. Compra outro, deve estar abastecido, vai fumar assim que acordar, para começar o novo dia, para perder tantos outros.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Enfim o Casamento


Haveria de ser assim
Os olhos verdes dela nos olhos puxados dele
Os olhos negros dele nos olhos amorosos dela.
Ainda bem que foi assim
Há vezes em que o amor vence e pronto.
Como quase tudo na vida, não foi fácil.
Os olhos verdes e os negros derramaram lágrimas
As bocas disseram adeus, mas foi mesmo um até logo.
Até que fosse felicidade, companheirismo e cumplicidade de novo.
As saudades se transformaram em votos
E hoje nos mostram o que há um muito já eram
Um ser único, simbiótico.
Que bom que foi assim
Nesses momentos acreditamos em finais felizes
Ou melhor, em começos e em uma vida feliz.
Olhos verdes e negros com um só sobrenome
Quem sabe daqui a pouco
Olhos verdes puxados ou olhos negros amorosos.
Que assim seja, tudo de maravilhoso.
Tudo que a vida pode dar. Tudo amor.

Raissa Campos.

sábado, 8 de setembro de 2012

A saga da impressora




       Nesse mundo moderno em que vivemos temos que nos adaptar ao novo e nem sempre isso é fácil. São muitas tecnologias, a rapidez da informação e com melhorias que fazem a nossa vida mais eficiente, mas também que podem custar alguns fios de cabelo no processo de aceitação.
       Esse é um desabafo sobre a minha impressora. Poucos aparelhos eletrônicos já me deram tanta dor de cabeça quanto as minhas impressoras. É sério, parecem saber, sentem a energia de quando mais precisamos delas. É justamente nesse momento que aprontam. Para elas serve aquele ditado de que você só conhecerá mesmo uma pessoa quando der poder a ela. Dona do poder da impressão de documentos importantes, trabalhos, artigos e etc, elas fazem verdadeiras peripécias! Uma engolida de página, uma puxadinha básica de duas páginas que faz a impressão do final da folha vir na seguinte, pane no drive do computador, desalinhamento, acaba a tinta (se bem que ela avisava faz tempo), enfim, tortura. As impressoras são muito temperamentais mesmo. Hoje eu tive que reinstalar a minha, daí eu me pergunto, por que o número de série não pode estar ao lado do número do modelo? Por que a pessoa tem que ficar virando a impressora, abrindo compartimentos numa verdadeira caça aos números? É, eu perdi mesmo a paciência. Mas ela, depois de muito se divertir comigo, agora já está funcionando, como se nada tivesse acontecido, rindo da minha ignorância. A mim só me resta subjugar-me ao seu poder e engolir as palavras de baixo calão que tenho vontade de proferir, afinal, eu só quero mesmo é a paz de uma boa impressão.